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Da redação | 13 de Junho de 2017 - 09:37:00

Após falir, Usina São Fernando segue funcionando

Usina continuará operando em caráter provisório, já que existe matéria-prima

A garantia dada pelo juiz da 5ª Vara Cível de Dourados, Jonas Hass da Silva Junior, de que a decretação de falência da Usina São Fernando não inviabiliza a continuidade do funcionamento da indústria no município tranquilizou a prefeita Délia Razuk (PR). Ela recebeu um grupo de trabalhadores da empresa, liderados pelo presidente do sindicato da categoria, Donizete Aparecido Martins, para discutir encaminhamentos que possam salvaguardar os direitos dos trabalhadores e demais segmentos que operam no setor.

O juiz designou o administrador Vinicius Coutinho para conduzir o grupo em Dourados, e a usina vai continuar operando em caráter provisório, já que existe matéria-prima (cana-de-açúcar) para ser colhida, e uma eventual paralisação acarretaria prejuízo maior à massa falida e aos credores.

Os funcionários, à exceção do quadro de direção, que será escolhido pela nova administração, vão continuar a trabalhar normalmente. Os empregos estão mantidos e os salários continuarão a ser pagos, normalmente, segundo garantiu o juiz, na sexta-feira.

A prefeita fez elogio ao juiz Jonas Hass “por esse cuidado ao tomar a decisão que envolve uma grande empresa do Município” e reconheceu que a decisão foi extremamente correta e aponta para o horizonte, na medida em que assegura os empregos e garante também o cumprimento das obrigações com fornecedores e parceiros do empreendimento. “É importantíssimo para o Município e toda a sociedade que esta indústria continue operando. E nós temos que nos unir, somar forças, para que a empresa possa recuperar sua capacidade plena de operação”, defendeu.

Délia observou ainda que até o final do ano há cana-de-açúcar para moer, “mas e depois? Temos que ter a certeza de que no ano que vem vamos ter matéria-prima. Por isso, é preciso agir rápido com as empresas que têm interesse em assumir”. Ela ainda sugeriu a constituição de uma comissão formada por representantes do executivo, do legislativo, dos trabalhadores, das empresas parceiras e da Fiems (Federação das Indústrias de MS) com intuito de acompanhar o processo, identificar e encaminhar sugestões a possíveis futuros investidores.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Açúcar, Etanol e Bionergia de Dourados e Ponta Porã, Donizete Martins, destacou e agradeceu a agilidade com que o executivo e o legislativo se posicionaram diante da situação e na busca de solução. Também elogiou a decisão judicial, porque “não se trata apenas dos nossos empregos; é uma questão que atinge a sociedade como um todo”. Segundo o trabalhador, o juiz “pensou no social” e a decretação de falência “veio para salvaguardar o funcionamento da usina”.

O sindicalista concordou com a prefeita que a usina São Fernando é patrimônio de Dourados. Destacou que a indústria tem uma planta moderna, com capacidade para a moagem de 24 toneladas/dia e produção de açúcar de qualidade, inclusive para exportação.

Também participaram da reunião, secretários municipais e, representando o Legislativo, os membros da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara, Braz Melo, Alan Guedes e Romualdo Ramin, além do vereador Junior Rodrigues. O vice-presidente da Fiems, Sidnei Piteri Camacho representou a Federação das Indústrias de MS.

Comissão - O processo de falência da Usina São Fernando será acompanhado por uma comissão formada pelo presidente do sindicato dos trabalhadores da usina, Donizete Aparecido Martins e os funcionários Sueli Valério de Lima Martins, José Aparecido Monteiro e Eduardo Cavalcanti de Oliveira; vereadores Braz Melo e Alan Guedes, pelo Legislativo; secretários Rose Ane (Desenvolvimento) e João Fava (Fazenda) pelo Executivo; Sidnei Camacho, pela Fiems e Celso Schuch dos Santos, como interlocutor junto ao judiciário.

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