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Valdelice Bonifácio | 16 de Junho de 2017 - 14:00:00

Reúso de água é regra da casa em fast-food famoso

Outra medida sustentável é a reciclagem do óleo de cozinha que vira biodiesel
No restaurante drive-thru do McDonald's, água é reutilizada para regar o jardim e serviços da casa

O verde do jardim fica ainda mais vivo quando as plantas são regadas no fim da tarde. A água utilizada no trabalho é aquela excedente do aparelho de ar-condicionado. No restaurante drive-thru do McDonald's, localizado no Bairro Santa Fé, em Campo Grande, reúso e economia de água são regras da casa. Outra medida sustentável e que colabora com a preservação das águas é a reciclagem do óleo de cozinha, que nunca é descartado no meio ambiente -- evitando a contaminação de córregos e rios --, mas sim reservado e depois enviado a São Paulo onde é transformado em biodiesel para a frota da Rede  McDonald's.

Conforme, Leonardo Lima, diretor de sustentabilidade da Arcos Dorados, a maior franquia McDonald’s do mundo, o projeto voltado para a redução do consumo de água é desenvolvido na rede desde 2008. O aproveitamento da água excedente do ar-condicionado conseguiu  uma economia de 30% nos restaurantes do País. A ideia foi de um funcionário da cidade de Natal (RN) e mais tarde ganhou todas as unidades drive-thru do McDonald's. O sistema foi projetado para que o líquido excedente dos aparelhos siga para os reservatórios, onde ficam à disposição dos serviços da casa.

Basta acionar a mangueira que a água reutilizada estará lá. Além de regar o jardim, o líquido também serve para limpeza de espaços externos. Os pedaços de gelinhos retirados da máquina de gelo após a lavagem semanal também são utilizados no jardim e demais serviços da unidade. 

"Além disso, os restaurantes que tem drive-thru são capazes de armazenar água da chuva, por meio de cisternas e, utilizá-las para as descargas dos banheiros. Nossas torneiras têm sistema de controle de vazão de forma a evitar o desperdício de agua. A redução do consumo de água com esse sistema chega a 50% do total", explica o diretor de sustentabilidade. 

A rede faz questão de divulgar as medidas sustentáveis aos clientes como forma de incentivar o pensamento ambiental. Nos banheiros, por exemplo, placas avisam que a água das descargas é proveniente de reuso.

O público interno do McDonald’s também é alvo de ações educativas. "Educamos constantemente nossos  funcionários sobre a importância do consumo consciente da agua não somente  no restaurante, mas também nas suas casas", acrescenta Leonardo Lima.

Água sem óleo - O McDonald’s recolhe, por mês, cerca de 750 litros de óleo usados na fritura das batatas e nuggets, entre outros produtos nos cinco restaurantes de Campo Grande. Conforme a Arcos Dorados, a medida também tem como objetivo a preservação das águas já que na Capital, o descarte incorreto do óleo poderia por em risco as microbacias da região.

Cada litro de óleo descartado incorretamente  pode poluir até 20 mil litros de água, segundo dado da própria diretoria de sustentabilidade. Campo Grande é banhada por 33 córregos, além do Rio Anhanduí, além disso a Capital está sobre o Aquífero Guarani. "Por isso, nossa responsabilidade é ainda maior. Cada litro de óleo que não é descartado aleatoriamente significa muito para a natureza”, considera Leonardo Lima.

Por ser mais denso que a água, o óleo fica na superfície, impedindo a  entrada de luz, o que causa a morte dos organismos aquáticos. Quando chega ao solo, o óleo pode impedir o escoamento da água.

Recolhimento - Conforme o diretor de sustentabilidade, os restaurantes do McDonald's realizam o controle do óleo (utilizando check-list de segurança alimentar), e quando o mesmo alcança um determinado ponto de saturação a troca é realizada. Após esfriar, ó óleo usado  é acondicionado  em bombonas higienizadas, identificadas, que são mantidas fechadas e armazenadas  em local adequado até o momento da coleta.

No caso do óleo, ele preferencialmente é encaminhado para a produção de biodiesel,  mas também pode ser destinado a outros fins previamente aprovados pela nossa área de Gestão  Ambiental (...) como para a produção de produtos de limpeza e outros processos industriais."

O biodiesel feito a partir do óleo usado na cozinha permite que a  frota de distribuição percorra cerca de 450.000 quilômetros por ano.A unidade do Bairro Santa Fé tem uma espécie de ecoponto do lado de fora da loja. No local, são acondicionadas as bombonas com o óleo retirado da cozinha, os rejeitos, papel, além de lâmpadas e eletrônicos que ficam aguardando as empresas de recolhimento. A loja implantou ainda um sistema próprio de drenagem de água das chuvas. Uma caixa retém a água para evitar que ela caia no asfalto.

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