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Da redação | 10 de Fevereiro de 2018 - 12:55:00

Quatro mortes por crimes passionais em menos de um mês

Nesta sexta-feira um mototaxista matou a ex com três tiros na frente dos filhos
Delegacia Especializada da Mulher (DAM) registrou 930 boletins de ocorrência em 2017.

Dois casais morreram vítimas de crimes passionais em menos de um mês, em Três Lagoas. Os casos chocaram a região pela brutalidade e frieza contra as mulheres, que foram assassinadas a tiros. Os motivos seriam na maioria ciúmes e o não aceitamento do fim dos relacionamentos.

De acordo com o JP News, na tarde desta sexta-feira (9), Larissa Souto Pereira de Freitas, de 42 anos, foi morta com três tiros no portão do condomínio, onde morava com os filhos, no bairro Jardim Alvorada pelo ex-marido. O crime ocorreu por volta das 16h, e foi presenciado pelo filho do casal, de 22 anos e vizinhos.

Ela e o ex-marido Marcos Sérgio da Silva Castro, de 48 anos, teriam iniciado uma discussão no local. O filho chegou e tentou interromper a briga. Porém, o pai sacou a arma e efetuou três disparos contra a ex. Larissa chegou a ser levada com vida por uma equipe Corpo de Bombeiro para o Hospital Auxiliadora, mas veio a falecer.

Marcos trabalhava como mototaxista na cidade e logo após o crime, na mesma rua, disparou contra o peito. Ele morreu na hora. Segundo testemunhas, o casal estava separado há 10 meses e o homem não aceitava o fim do relacionamento.

A Polícia Civil informou que há dois meses Larissa teria conseguido na Justiça uma medida protetiva contra o ex-marido, que já a teria ameaçado. O casal deixou dois filhos.

Em 14 de janeiro deste ano, outro crime foi registrado no bairro Santa Júlia. A agricultora Halley Coimbra, de 39 anos, também foi morta com três tiros, dentro da própria residência, e na frente das três filhas de 15, 5 e 3 anos de idade. Ela morreu no local. Quem efetuou os disparos foi o ex-marido e ex-gerente de uma fábrica de celulose, em Três Lagoas, Renato Otoni Bastos, de 62 anos.

O casal estava separado há três meses e o ex-gerente não aceitava o término do casamento, de acordo com familiares. Na tarde de domingo, ele foi até a casa da vítima e efetuou os disparos que atingiram as costas e o rosto dela. Depois, seguiu para uma área rural, próxima ao município de Castilho (SP) e se matou com um tiro dentro carro.

O corpo só foi encontrado dois dias depois por moradores que passaram pelo local e acionaram a polícia. Os dois casos foram encaminhados para a Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam). Levantamento feito pelo JPNEWS aponta que a cada dia duas mulheres, em média, sofrem algum tipo de violência doméstica ou familiar, em Três Lagoas.

O número é alarmante e representa 930 boletins de ocorrência registrados pela Polícia Militar e encaminhados para a Delegacia Especializada da Mulher (DAM), em 2017. São 77 vítimas de agressões físicas e verbais, por mês, sendo a quantidade três vezes maior se comparada com 2016. No ano passado, cinco casos de feminicídio foram registrados.

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